Nesta semana, o Rio de Janeiro entrou para os anais da história, não só da brasileira, mas também para a história do esporte. Numa decisão em que venceu sua concorrente com uma vantagem excepicional, a capital carioca se tornará a primeira cidade da América do Sul a realizar uma Olimpíada.
A "Cidade Maravilhosa", uma alcunha justificada pela beleza das praias locais, desbancou as concorrentes de peso Chicago, de Barak Obama; Tóquio, e sua pujança econômica (mesmo com a crise); e Madri, que tinha como trunfo a bem-sucedida realização dos jogos de 1992, em Barcelona.
Os fatores decisivos para que o Rio vencesse a disputa foram o fato de a América do Sul nunca ter sediado este evento e o momento econômico que o país atravessa. Isso sem falar na Copa do Mundo de 2014, que auxiliará a cidade a se preparar melhor do que nunca. Nesse quesito, o Brasil entra num seleto grupo que conseguiu realizar os dois maiores eventos esportivos com a diferença de dois anos. São eles México (Jogos Olímpicos - 1968 e Copa de 1970), Alemanha (Jogos de 1972 e Copa de 1974) e Estados Unidos (Copa de 1994 e Jogos de 1996).
A escolha do COI demonstra que o Brasil, na visão do resto do planeta, já apresenta condições suficientes para abrigar grandes competições. Mas esse ponto é o que me preocupa. Será que realmente estamos prontos? Será que nossos governantes entenderão que os gastos devem ser os mais transparentes possívies? Qual será o legado deixado, para a população, por esses eventos?
Na experiência anterior, o Pan de 2007, o qual pude acompanhar in loco, estes quesitos citados acima, foram postos de lado. Naquele período, os gastos totalizaram R$ 3,7 bi de dinheiro vindo dos cofres federais, um aumento impressionante de 800% no valor estimado. E quase nada desse valor exorbitante ficou de legado para a população da cidade, que por sinal foi muito ingrata a Lula, ao vaiá-lo durante a cerimônia de abertura - logo ele que mais despejou dinhero para a realização do evento.
Espero que estes erros que aconteceram no passado não reflitam na Copa de 2014 e nessas Olimpíadas. Os dois eventos podem ser o marco transformados do Brasil em potência global, como aconteceu em Seul 1988, em Barcelona 1992 e Pequim 2008 fizeram com seus respectivos países. Sinceramente, eu não era a favor de que o Rio vencesse a disputa por causa desses defeitos que já foram apontados acima. Como já vencemos, devemos torcer para que tudo dê certo, fiscalizar nossos governantes e realizar jogos que serão inesquecíveis!

Nenhum comentário:
Postar um comentário