terça-feira, 15 de setembro de 2009

Surge um novo campão


Na segunda desta semana, assisti um dos jogos de tênis mais fantásticos da temporada. A final do US Open, o quarto e último Grand Slam do ano, foi disputada numa verdadeira batalha entre o suiço Roger Federer - o maior de todos os tempos - e o estreante em finais desse quilate, o argentino Juan Martín del Potro.

Quando todos esperavam uma vitória fácil de Federer - principalmente após seu passeio no primeiro set, vencido por 6/3 - a história entrou em ação novamente. Del Potro suportou a pressão de enfrentar sua primeira final desses torneios e após uma maratona de 4 horas e 6 minutos, conseguiu vencer o suiço pentacampeão do torneio.

A batalha disputa no Arthur Ashe Stadium, a maior quadra de tênis do planeta e quase o "quintal" de Federer, foi emocionante. Os dois tenistas apresentaram altos e baixos, e qualquer um seria merecedor da vítoria.

Quiz o tempo que surgisse um garoto de 20 anos no caminho de Federer para impedi-lo de vencer sua sexta coroa no torneio. Aliás, principalmente para os místicos que adoram números, seis parece não dar sorte ao helvético. Ano passado, ele foi derrotado na final de Wimbledon por Nadal quando também estava prestes a vencer seu sexto título. Nesse ano, o fato se repete.

Por fim, del Potro é o primeiro latino-americano desde 1977 a chegar na final e vencer o US Open. O último a conseguir tal feito foi seu compatriota Guilhermo Villas, quando o torneio ainda era disputado no "saibro" verde americano.

Para azar de del Potro - não só para ele, mas para todos os bons dessa era - ele teve que surgir no período hegemônico de Federer e Nadal. Porém, essa vitória demonstra que, em alguns anos, teremos um novo número um do mundo. E, é claro, o argentino Juan Martín del Potro é um fortíssimo candidato.

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