domingo, 6 de setembro de 2009

O fabuloso e o incrédulo Maradona


O Brasil conseguiu sua classificação para a Copa de 2010 na África do Sul apresentando um futebol convincente. A seleção não dá show, como se esperava daquele time de 2006. É um estilo de jogo muito diferente.

A seleção adquiriu a cara do jogo moderno; marca com primor - o que nem sempre era a praia dos brasileiros - e contra-ataca com impressionante velocidade e precisão. O passaporte para o mundial veio com uma vitória contundente sobre a Argentina de Maradona, Messi e cia.

Se observarmos o jogo, veremos que o Brasil não teve mais posse de bola do que os argentinos. O que explica a vitória pelo placar de 3x1? Vamos começar pela defesa de nossos hermanos. Sinceramente, Heinze, Sebá Domíngues e Otamendí não são defensores que impõem respeito. Isso ficou evidente no primeiro gol brasileiro, quando Luisão cabeceou, sozinho, para o fundo das redes argentinas. Um zagueiro de 1,92 metro não pode ter a liberdade que teve.

O único jogador que é seguro na zaga dos hermanos é Zanetti. Maradona também demonstrou que sua inexperiência de treinador pesa numa hora como um clássico contra o Brasil. A escalação do ataque já poderia contar com Sergio Aguero desde o ínicio do jogo e suas mudanças não surtiram o efeito desejado.

O processo que o grande ex-jogador argentino enfrenta é semelhante ao que Dunga enfrentou. Hoje, o treinador brasileiro conseguiu dar um padrão de jogo ao Brasil. Contudo, para chegar a esse patamar, passaram-se três anos com períodos de críticas, vaias de torcedores, etc. Maradona terá que classificar o time da Argentina e ajustá-lo para a Copa em menos de um ano. Ótimos jogadores como Messi, Tevez, Dátolo, Verón e Aguero eles têm. O que falta é conjunto, estágio que a seleção brasileira já atingiu. 

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