
F - 18 Super Hornet

Rafale

Gripen NG
O Programa FX - 2, que começou a ser elaborado ainda na gestão Fernando Henrique, mas com valores bem mais modestos que o atual, voltou à pauta de negociações por volta de 2004. E suas principais decisões estão sendo tomadas num momento em que o Brasil vive uma grande transição. De princípio, especulava-se que estariam na disputa os caças Eurofighter Thypon (de um consórcio europeu), o sueco Gripen, o russo Sukhoi SU35, o francês Rafale, e um americano ainda não definido. Chegaram ao final o sueco, o francês e o americano.
O petróleo do pré-sal, a biodiversidade da Amazônia e a modernização de nosso "compañero" da "revolução bolivariana" - que recentemente também rearmou sua Aeronáutica com os bons Sukhoi Su30 MK2 -, são demonstrações de que nosso país precisava, sim, de um grande investimento na área de defesa. Com os novos caças, o país reforça sua presença como potência regional.
Não sou especialista em assuntos militares. Contudo, é possível fazer uma análise da atual concorrência para fornecer os caças ao Brasil.
F-18 Super Hornet
Pontos Positivos: é o mais testado atualmente. Foi muito usado nos combates recentes no Afeganistão e no Iraque, e obteve bons resultados.
Pontos fracos: transferência de tecnologia. Um dos pontos que definirá o vencedor será este, e o Congresso americano tende a vetar possíveis acordos. Além disso, o Super Hornet já um produto consolidado no mercado, tendo pouca ou nenhuma nova tecnologia a ser agregada ao seu projeto.
Preço estimado: R$ 130 milhões
Rafale
Pontos fortes: a França aceita transferência de tecnologia e já existem também acordos de transferência nas construção de submarinos, helicópteros e estaleiros.
Pontos fracos: é o mais caro de todos e por esse motivo não venceu nenhuma das concorrências internacionais que participou no momento. O fator que pesa é que o Brasil pode se tornar dependente da França no quesito tecnologia.
Preço estimado: R$ 180 milhões
Gripen NG
Pontos fortes: é o mais barato e apresenta o menores custos de operação e manutenção. Por não ser um produto consolidado, ainda pode agregar várias tecnologias, e a Suécia pretende que o Brasil auxilie neste quesito. O país pode, também, se tornar exportador do caça para a América do Sul.
Pontos fracos: num futuro, seus gastos de operação e manutenção podem subir quando o projeto estiver finalizado.
Preço estimado: R$ 96,5 milhões
Apesar de algumas declarações precipitadas de Lula sobre a decisão de compra, o projeto está muito bem encaminhado. Todos os caças são excelentes armas de guerra, mas minha preferência é pelo sueco. O governo faz muito bem e renovar a frota de supersônicos do país. Só esperamos agora que o presidente leve em consideração o relatório técnico da FAB e faça a escolha mais adequada.

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