segunda-feira, 27 de julho de 2009

Renovação e nova hegemonia

Renovado, o Brasil venceu grandes rivais - como Cuba, Rússia e Sérvia - para chegar ao seu oitavo título da Liga Mundial, tornando-se assim, o maior vencedor da competição, ao lado da Itália.


Em 2008, uma medalha de prata nas Olimpíadas de Pequim marcou o fim de uma era, na qual o melhor time de todos os tempos, em qualquer esporte, venceu tudo. A seleção de vôlei do Brasil assistiu ao fim de um capítulo na história com um vice-campeonato.


Um jeito estranho de encerrar um ciclo olímpico para um time que estava acostumado a todos os tipos de glórias e conquistas. O técnico Bernardinho, no comando da equipe desde 2001, havia vencido 6 Ligas Mundiais, 2 Copas do Mundo, 2 Campeonatos Mundiais, 1 Pan-Americano e 1 Olimpíada, antes daquela fatídica final contra os EUA.


O Brasil perdeu por 3 sets a 1. E antes da final, o jogo EUA x Rússia, na semi-final - um dos mais fantásticos da história do voleibol -, mostrou que nosso país tinha chegado a Pequim como uma terceira força.


Quase um ano depois, nossa equipe voltou ao topo. Inicio-se um novo ciclo e agora, a seleção renovada mostra que continua entrew as melhores do planeta, Acho difícil repetir o desempenho das últimas temporadas, mas com certeza, o Brasil demonstrou que continuará brigando por títulos.


Acabamos de ser, pela oitava vez, campeões da Liga Mundial. Do time que entrou em quadra no domingo, apenas o líbero Serginho e o ponta Giba eram titulares na final de 2008. Num jogo eletrizante, vencemos a Sérvia, um dos mais tradicionais rivais, em Belgrado, por 3 sets a 2. A nova safra do vôlei masculino tem um grande potencial para se manter entre os melhores, se não como o melhor. O que podemos dizer de imediato é que o Brasil também é o país do vôlei!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Será o fim do clã Sarney?


Cada vez mais percebemos que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB - AP), está sim envolto na crise que atinge a instituição - fato muito diferente das palavras proferidas pelo senador a alguns meses atrás. Desta vez, porém, a situação política de Sarney tornou-se quase insusentável.




Na quarta-feira, o jornal O Estado de S. Paulo divulgou alguns diálogos gravados com autorização judicial, pela Polícia Federal, onde Fernando Sarney - filho do senador - discute com sua filha, Bia Sarney, a possibilidade de seu namorado assumir uma vaga deixada por seu meio irmão no Senado.




No desenrolar das conversas, Fernando afirma que já havia falado com Agaciel Maia, à época diretor-geral do Senado (colocado no cargo por Sarney), para tentar efetivar a contratação do namorado da filha. Entretanto, para que ocorra a nomeação, Fernando é informado por Agaciel que ele precisaria do aval do presidente do Senado (naquele momento era Garibaldi Alves, do PMDB - RN) ou então de José Sarney. Em 2 de abril de 2008, Fernando liga para Sarney, informa que já havia acertado alguns detalhes com Agaciel e pede ao pai que fale com o diretor-geral. O diálogo deu resultado. Em 10 de abril do mesmo ano, Henrique Dias Bernardes, namorado de Bia, foi nomeado Assistente Parlamentar 3, com ganhos salariais de R$ 2,7 mil.




O diálogo dos Sarney mostra como a família do ex-presidente da República tem poder dentro do Senado e exibe também a relação que José Sarney tanto queria evitar, sua ligação direta entre os atos secretos - forma como a efetivação de Henrique Bernardes aconteceu. Além de, é claro, escancarar uma outra face de atos ilícitos: o nepotismo.




O presidente Lula mais uma vez saiu em defesa de seu aliado. "É preciso saber o tamanho do crime. Uma coisa é roubar, matar, outra coisa é pedir emprego e o tráfico de influência, o lobby. O que não se pode é vender tudo como um crime de pena de morte", foi a declaração do comandante máximo do país, em entrevista à Rádio Globo. Lula pode até estar certo, pois matar, em minha opinião, é o mais grave de todos os crimes. Todavia, o que não pode acontecer é um presidente ser conivente com tal ato sujo, uma negociação de um cargo público que deveria ser preenchido mais por méritos - mesmo que por indicação - do que por um pedido, como este caso ilustrado pela família Sarney.


O presidente do Senado enfrenta, depois do recesso parlamentar, o Conselho de Ética. Mas eu me pergunto, como esse conselho pode ser ético se o presidente, o senador Paulo Duque (PMDB - RJ) afirma que os atos secretos são "besteira, não tem importância". Duque pode dizer asneiras como essa porque não tem de prestar contas à população, já que é o segundo suplente de Sérgio Cabral, atualmente governador do Rio de Janeiro. O primeiro suplente, Regis Fichtner, ocupa a chefia de Gabinete Civil do mesmo estado.


Agora questiono: será que o clã Sarney está no fim? É possível imaginar que não e ainda afirmar que nem a própria ocupação de presidente do Senado está ameaçada. José Sarney está blindado no Conselho de Ética. Para ocupar o lugar do oligarca Sarney, não faltam familiares e aliados políticos. Existem Roseana Sarney, filha, ex-senadora e atual governadora do Maranhão - o feudo dos Sarney -; Zequinha Sarney, deputado estadual, um pouco menos conhecido que Roseana; e não custa lembrar do próprio Fernando Sarney que, apesar de não ser político, tem excelente trânsito no alto escalão de estatais, principalmente do setor energático.


Como aliados ainda podemos citar Renan Calheiros (PMDB - AL), líder do PMDB no Senado e Edison Lobão, hoje ministro de Minas e Energia. Essa posição de Lobão só é benéfica para Fernando Sarney.


Apesar de todas as negatividades que o Senado apresenta, ainda temos um quê de esperança quando Cristovam Buarque (PDT - DF), Pedro Simon (PMDB - RS) e a bancada do PT, ontem, solicitaram que Sarney renuncie ou afaste-se de seu cargo. É amigos, parece que o clã Sarney estará na política por algum tempo. Infelizmente.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Sombrio? Sim. Fiel ao livro? Eu discordo...

O Voto Perpétuo entre Snape e Narcisa Malfoy, assistida por sua irmã Belatriz Lestrange


Ontem fui assistir a Harry Potter e o Enigma do Príncipe. Algumas críticas que li antes de ver o filme disseram que este é o mais sombrio de toda a série. Isso realmente acontece em muitas cenas, mostrando que os desafios a serem enfrentados pelo bruxo são mais tenebrosos do que a maioria de nós imaginamos.


Os adolescentes que agora povoam Hogwarts - a escola dos bruxos - vivem momentos difíceis, tanto na descoberta de seus sentimentos e hormônios em ebulição, quanto no duelo entre bem e mal, muito declarado com um bom jogo de luzes e uma bela criação de efeitos claro-escuro.


O filme dá mais ênfase a esses problemas que qualquer adolescente enfrenta como descobertas amorosas. O diretor, o britânico David Yates, acertou em cheio neste quesito. Porém, discordo de muitos críticos que dizem que o filme é extremamente fiel ao livro. Como nada é perfeito, algumas cenas, pelo menos para mim, que seriam fundamentais para entender o que acontecerá na sequência da história ficaram faltando.


Como exemplo disso, posso dizer que Dumbledore nem sequer dá uma pista a Harry sobre as prováveis Horcruxes que ainda restam à Lord Voldemort. Ou a passagem do livro em que o diretor mostra a Harry como ele obteve o anel Horcrux do avô do Lord das Trevas.


Para fazer estas cenas, uma que poderia ser excluída é a do duelo - inexistente no livro - entre Harry, Gina, Tonks, Lupi e o sr. Weasley contra Belatriz e Fenrir Greyback, onde a Toca - casa dos Weasley - é destruída, o que também não acontece no livro.


Em suma, o filme é bastante interessante, bem-feito, com cenas bem elaboradas e boas atuações. Entretanto, como é em todos os casos, o livro é melhor que o filme, mas isso não compromete a qualidade do segundo.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O retorno do Rei


Não existia melhor lugar para Roger Federer entrar para história como maior tenista de todos os tempos. O helvético conquistou, neste domigo, seu 15º título de Grand Slam (os quatro principais torneios de tênis do mundo), superando o americano Pete Sampras, vencedor de 14 taças.


O que difere Federer de Sampras, além é claro do número de taças, é o fato do suíço já ter vencido todos os torneios do Grand Slam (Sampras nunca venceu Roland Garros). O que torna a conquista de Federer ainda mais histórica é o local onde ela ocorreu. O Torneio de Wimbledon é o mais tradicional de todos - está em disputa desde 1877.


Na quadra central do All England Club, Federer precisou de 4h e 16 min para vencer o americano Andy Roddick em uma disputa de cinco sets. As parcias do jogo foram 5/7,7/6,7/6,3/6 e impressionantes 16/14. Este último set foi longo desta maneira porque nos Grand Slam, com excessão do US Open, a quinta parcial não possui tie-break. Este placar tornou-se a final mais longa da história de Wimbledon, superando a partida de 1958, que tinha no último set a parcial de 13/11.


Roddick não foi um mero coadjuvante desta conquista de Federer. Para os que imaginavam - como eu - uma vitória fácil do suíço, já que ele venceu nada menos do que 19 dos 21 confrontos entre os dois até hoje no circuito, uma surpresa. Roddick, o último número um do ranking antes de Federer, mostrou uma grande evolução em seu jogo e exigiu ao máximo o grande tênis que o helvético pode apresentar. Este fato só enaltece mais a grande consquista de Federer nesse domingo.


Na transmissão do jogo, Dácio Campos, comentarista do SporTV, fez uma grande observação que vale a pena reproduzir. "Se Federer fosse um pouco mais velho e tivesse jogado ao mesmo tempo que Agassi, Sampras, Guga, Bruguera, Correjta, Ferrero, Becker, Kafelnikov, Safin, Moyà, Hewitt, Rafter, Ivanisevic e outros tenistas muito bons, ele ainda sim seria o maior de todos, e pela qualidade destes jogadores, com certeza Federer descobriria mais algum talento que só ele tem!"


Federer é sem dúvida o maior de todos os tempos. Alguns fatos que mostram isso:



  • Desde Mats Wilander em 1988, Federer foi o único tenista a vencer três dos quatro Grand Slams na mesma temporada (2004), feito que repetiu em 2006 e 2007, podendo novamente repeti-lo este ano;


  • Entre 1970 e 2005 nenhum homem havia conseguido disputar todas as finais de Grand Slam numa mesma temporada. Federer fez isso em duas temporadas seguidas, entre 2006 e 2007, totalizando dez finais seguidas entre 2005 e 2007, vencendo oito delas;


  • Em Wimbledon deste ano, o suíço chegou à sua 21ª semi-final consecutiva de Grand Slam;


  • É o primeiro tenista a ganhar Wimbledon e US Open durante quatro temporadas consecutiva, entre 2004 e 2007;


  • Detém o recorde de semanas como número 1 do mundo. Ao todo são 237 semanas neste posto, entre 2 de fevereiro de 2004 e 17 de agosto de 2008. De quebra, ao vencer Wimbledon deste ano, Federer retorna ao topo do ranking;


  • É o único tenista da era Open, quando o tênis se tornou profissional, a vencer cinco vezes em sequência o US Open, e o único a vencer dois Grand Slams por cinco vezes consecutivas (Wimbledon 2003-2007 e US Open 2004-2008);

Estes são alguns dos números do incrível e espetacular Roger Federer. No domingo, assistindo à partida, pude ter certeza e felicidade em saber que estava vendo um fato histórico: a consagração do maior tenista de todos os tempos.



Feminino


As irmãs Williams, Venus e Serena, mostraram que seu domínio no tênis feminino está longe do fim. Na final disputada no sábado, Serena foi melhor e venceu por 2 sets a 0, parciais de 7/6 e 6/2, chegando assim ao seu 11º título de Grand Slam e sua terceira conquista em Wimbledon


De quebra, as irmãs ainda levaram o título feminino de duplas.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O "quintal de casa"


A grama sagrada de Wimbledon parece ter se tornado o quintal de Serena e Venus Williams. As duas irmãs decidiram pela quarta vez nos últimos oito anos, neste sábado, o Grand Slam inglês.



Serena venceu a disputa em 2002 e 2003. Por sua vez, Venus ganhou em 2008. Em 20 confrontos jogados até hoje, há equilíbrio total: 10 vitórias para cada ma das duas. Contudo, se levarmos em consideração as finais dos majors como US Open, Australian Open, Roland Garros e Wimbledon, Serena leva ampla vantagem. Em sete confrontos, a irmã mais nova venceu cinco, enquanto a mais velha, Venus, venceu apenas duas.



No geral, Serena tem 10 títulos, sendo que ela venceu todos os Grand Slams em seus respectivos pisos. Já Venus possui "apenas" sete conquistas e torneios desse porte sendo 5 deles em Wimbledon e mais dois no US Open.



Venus busca sua terceira taça consecutiva no torneio inglês e seu sexto troféu, o que a colocaria como a quarta maior vencedora da disputa. Ela não é derrotada em Wimbledon desde o torneio de 2006



Para chegar à final, as irmãs Williams tiveram caminhos distintos. Venus, nº 3 do mundo, precisou de apenas 55 min. para despachar Dinara Safina - nº 1 do ranking feminino -, por 2 sets a 0, parciais de 6/1 e 6/0. Serena, 2 ª colocada no ranking, enfrentou uma verdadeira maratona de 2 horas e 49 min. para vencer a 4ª colocada do ranking, Elena Dementieva.



Richard Williams, o pai de Serena e Venus, era corretor de seguros antes de investir na carreira das filhas. Sua empreitada mostra uma rara história de sucesso, já que juntas conquistaram 74 títulos e acumularam em prêmios um total de US$ 46 milhões.



De quebra, as duas ainda chegaram à final do torneio de duplas, repetindo o feito de 2008, quando foram campeãs. Realmente, Wimbledon é uma extensão do quintal onde podem brincar com suas adversárias!



*No domingo, reportarei como foram as finais do masculino e no feminino

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fenomenal


O Corinthians venceu sua terceira Copa do Brasil, ontem, em pleno Beira-Rio lotado. Foi um grande jogo, com todos os ingredientes de uma final: belos passes, grandes defesas, gols bonitos e, infelizmente, confusão.


Sou suspeito para falar pois sou corinthiano, mas meu time foi melhor durante grande parte da partida. No primeiro tempo, até achei estranho que o Inter não tinha ido direto para o "abafa". E mesmo se tivesse, sua tarefa ficou mais difícil aos 20 mim, quando Jorge Henrique cabeçeou, praticamente livre dentro da área para fazer 1x0. Houve uma falta no início da jogada do próprio Jorge Henrique, mas uma pessoa de 1,69 metro não pode, de forma alguma cabeçear sozinho dentro da área, enquanto todos os zagueiros são mais altos que o atacante.


André Santos, que havia voltado da seleção, fez o belo cruzamento para o camisa 23. Sua participação foi ainda mais quando, ao tabelar com Ronaldo, sair na cara de Lauro e fuzilar o arqueiro colorado: 2x0 e aí o jogo já estava definido. O Corinthians estava melhor na partida e o Inter, se irritava diante de seus próprios erros. Quando teve suas chances com Nilmar, o Inter esbarrou nas grandes defesas de Felipe.


Ronaldo não fez grande partida, mas foi bem nos dois lances de gol, passando as duas bolas para André Santos.


No segundo tempo, por alguns momentos, o panorama manteve-se o mesmo até o gol, de oportunismo e sorte, diga-se de passagem, de Alecssandro. André Santos, o nome do jogo, tentou interceptar um passe e acabou desviando a bola para o centroavante do Inter, que fez o gol.


Depois disso, começou a confusão. O Inter, irritado por estar perdendo o título em casa, partiu para agressão. D'Alessandro foi expulso por tentar agredir William, que teve uma atitude louvável em não partir para cima do argentino. Magrão e Guiñazu, que são bons jogadores, estavam confundindo raça com apelação à violência. Isso também se explica pela fato de Fernando Carvalho, vice-presidente do Inter, ter feito um DVD mostrando os jogos onde o Corinthians teria supostamente sido beneficiado pelos erros da arbitragem. Pura politicagem de uma pessoa que não admite perder. Erros acontecem para todos, e com certeza acontecem para o Inter também.


No final do segundo tempo, Elias foi expulso por levar um segundo amarelo merecido, e o Inter ainda descontou novamente com Alecssandro. Final do jogo: 2x2; Corinthians tricampeão.


A diretoria vem fazendo um trabalho maravilhoso, e Mano Menezes também. Se o Corinthians manter um bom elenco, os pés no chão e a gestão atual que é boa, 2010 poderá ser um ano tão bom quanto este.

Sair ou não sair, eis a questão.

Será possível a Sarney sustentar seu comando no Senado?

Ontem, mudanças de opinião ocorreram para tentar definir uma saída ao Senado, de sua crise atual. O PT, pela manhã, apresentou um pedido formal ao presidente da Casa, José Sraney (PMDB - AP), para que ele se afastasse de suas funções, engrossando um coro do qual já estavam presentes DEM, PSDB, PDT e alguns dissidentes do próprio PMDB.

Sarney, porém, mostrou que, como já havia dito Lula, não deve ser tratado como "um homem comum". Sua ameaça de renúncia ao cargo fez com que o próprio presidente da República enquadrasse seu partido para que o apoio a Sarney fosse mantido.

Essa atitude mostra as falhas que o Presidencialismo apresenta. Nesse sistema político, para que o presidente possa governar, devem, na maioria dos casos, formar alianças a fim de aprovar seus projetos. As declarações de Lula, além de tenatr resolver a atual crise do Legislativo, visionam a corrida presidencial em 2010.

Concordo com Lula. Sarney não é um "homem comum". Isso porque teve tino político sucifiente para perceber as mudanças de vento ocorridas em 1985, sendo vice de Tancredo Neves e assumindo a presidência do Brasil com a morte deste. Sarney levou o país à democracia que todos esperavam por mais de 20 anos.

Contudo, o presidente do Senado precisa perceber, ao contrário do que disse, que o presente momento da instituição que comanda é preocupante e que sim, ele tem ligação direta com seus problemas. Como ele está relacionado com isso? A nomeação de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, foi um erro que o próprio Sarney poderia ter corrigido quando assumiu novamente a presidência em 2003.

O fato também de ter apadrinhados e parentes nomeados e exonerados por atos secretos e a própria existência desses atos, mostram que Sarney tem sim relação com a crise do Senado,como todos os outros senadores da Casa. Eles tem sua parcela de culpa, pois não é possível que, no meio dos 81 deles, ninguém sabia sobre os defeitos que a instituição apresenta.

É inegável que a saída de Sarney implicará em perdas para 2010. Cabe agora discutir o que vale mais a pena, a dignidade de um Senado completamente em descrédito comandado por uma pessoa também em descrédito ou as alianças da corrida presidencial.