quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Seria cômico, se não fosse trágico
Tratarei aqui, já neste retorno, de um tema espinhoso e difícil. Nas últimas semanas, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do Democratas, está envolto num dos mais vergonhosos casos da política brasileira.
O Mensalão do Democratas, numa alusão ao esquema de pagamento de propina a pessoas influentes do PT e de alguns outros partidos, que ocorreu em 2005, tem contornos tão ou até mais trágicos do que seu “pré-cursor”. Podemos encontrar, no caso do Mensalão do Distrito Federal, todos os atos mais sujos e baixos que a falta de caráter é capaz de causar.
As cenas gravadas por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF e delegado aposentado – que não denunciou o esquema por estar comprometido com a ética, mas sim porque se beneficiará judicialmente com a delação premiada –, mostram funcionários do alto escalão do governo brasiliense em momentos extremamente constrangedores. Alguns rezam ao receber o dinheiro ilegal; outros escondem o dinheiro em diversas peças de roupas, como nos bolsos dos paletós, nas meias e até em suas cuecas.
Essas cenas só demonstram como a falta de ética atinge todos os âmbitos e todas as esferas da política brasileira. Esquemas de favorecimentos se perpetuam e se alastram em maior grau, intensidade, e envolvem cada vez mais os políticos poderosos. Ou será que alguém já esqueceu que José Sarney, ex-presidente da República e atual presidente do Senado, esteve atolado até o pescoço com os atos secretos, que jogaram na lama a credibilidade da casa legislativa?
Apesar dos diversos pedidos de impeachment, já movidos contra o governador, ele tentará a todo custo se manter no poder. Aqui percebemos outro grave problema da política no Brasil: a impunidade. Como Sarney, ele usará os mesmos artifícios: colocará pessoas de sua confiança para analisar os pedidos de impedimento de governo. Isso sem contar que o próprio Arruda já participou de episódios lamentáveis, como a violação do painel do Senado, em 2001.
E o mais trágico é que, mesmo quando pessoas tentam protestar por mais ética e mais vergonha na cara, como fizeram os estudantes que invadiram a Câmara Legislativa do DF, surgem pessoas que tem a cara de pau de fazer uma manifestação a favor da permanência de Arruda no poder. Posso afirmar que essas pessoas são absurdamente imbecis, e não há outra nomenclatura para elas. Toda essa situação seria cômica, se não fosse trágica.
domingo, 29 de novembro de 2009
Mera questão de Educação
Há algumas semanas morreu o grande antropólogo Claude Lévi-Strauss, uma das pessoas que mais lutou para acabar com o mito das raças superiores. Alguns estudos de Lévi-Strauss foram realizados aqui no Brasil, um país que, pelo menos em seu senso comum, se diz sem preconceitos. Eu tenho uma visão diferente. O brasileiro, senhoras e senhores, é preconceituoso sim. E o pior de tudo: ainda não há perspectivas para resolver as desigualdades históricas entre as populações menos e as mais favorecidas.
Para ter uma noção do que estou dizendo, basta visitar minha faculdade. Estudo na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Em minha sala, poucos são os estudantes negros. Que me recordo agora são, no máximo, três. Fora isso, pelos corredores, é difícil cruzar com uma pessoa negra, que, infelizmente, não seja uma servente ou um segurança.
Até entre os professores não tenho certeza se há algum negro. O pior, porém, não vem apenas dessas desigualdades sutis que, no cotidiano, ficam esquecidas pela sociedade. Do governo que deveríamos esperar uma proposta sensata visando diminuir as desigualdades existentes, pelo contrário. O projeto em tramitação no Congresso Nacional que estabelece 25% das vagas de uma universidade para estudantes das minorias menos favorecidas, como os negros, é de uma irresponsabilidade sem precedentes.
Estão legitimando uma divisão, que na prática já existe, quando deveriam lutar para acabar com ela. Muitos “ativistas” favoráveis à aprovação dessa lei absurda, nesse ponto já teriam dito que sou louco, desvairado e que não tenho amor à minha cor.
Respondo: ao invés de criar uma cota que só gerará mais preconceito, pois um aluno que não ingressou em seu curso poderá culpar um estudante que ingressou através da cota, por que não trabalhar para melhorar a educação pública, já que, segundo uma maioria, os negros são pobres e não têm condições de pagar seus estudos? Assim eles teriam, pelo menos, melhores condições de concorrer com a “elite branca” do país. Ah, eu esqueci... Educação não dá voto, né?
Mas seria simplista demais de minha parte olhar só para o preconceito racial. Uma coisa que não percebemos – ou fingimos não perceber – é o preconceito contra migrantes. Mais uma vez, infelizmente, recorro a um exemplo de minha faculdade. Tenho uma professora que veio da Bahia e dá aulas de ética e filosofia – percebam a contradição. Certo dia, ela lia um texto para sala e, devido ao seu sotaque, disse “catigoria”, ao invés de categoria. A reação foi uma das mais bizarras que presenciei até agora dentro da universidade, um lugar que deveria respeitar as diferenças raciais, culturais, étnicas e sexuais.
Também tenho meus preconceitos, mas saber respeitar deveria superar qualquer atitude impensada. Ter educação é fundamental para que os preconceitos sejam suprimidos e não passem dos pensamentos para ação. Só que educação é algo que está ficando em segundo plano atualmente.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Maravilhosamente Olímpica
Espero que estes erros que aconteceram no passado não reflitam na Copa de 2014 e nessas Olimpíadas. Os dois eventos podem ser o marco transformados do Brasil em potência global, como aconteceu em Seul 1988, em Barcelona 1992 e Pequim 2008 fizeram com seus respectivos países. Sinceramente, eu não era a favor de que o Rio vencesse a disputa por causa desses defeitos que já foram apontados acima. Como já vencemos, devemos torcer para que tudo dê certo, fiscalizar nossos governantes e realizar jogos que serão inesquecíveis!
domingo, 27 de setembro de 2009
Os porquês da mudança
É possível se acostumar aos novos vestibular e Enem sem sofrer?
O vestibular que conhecemos mudou. Tanto em provas tradicionais, caso da FUVEST, como no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, aplicado pelo Ministério da Educação (MEC). As dúvidas dos seis milhões de estudantes que prestarão o novo exame e de todos os que pretendem prestar vestibulares são as seguintes: quais são as principais diferenças? Qual o objetivo delas? Quais serão os impactos para quem quer passar no vestibular este ano? Como as escolas se adaptarão a estas transformações?
No caso do Enem, as transformações foram radicais. Antes, ele possuía apenas 63 questões e era realizado em um dia. A partir de outubro deste ano, serão ao todo 180 questões em dois dias. Baseado no SAT, programa de avaliação norte-americano do ensino médio, o novo Enem tem como objetivo democratizar o acesso ao ensino superior para aqueles que vivem em regiões menos favorecidas, dizem alguns especialistas em educação.
Contudo, as mudanças não agradaram a todos os responsáveis pelos vestibulares. Vlaudimir Carboni, coordenador de vestibular da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirma que, a menos que este novo processo surpreenda de forma positiva, o Mackenzie deve manter a maneira como o Enem é usado em sua seleção. "A autonomia das universidades prevalecerá na forma de elaborar o processo de seleção", disse. O coordenador de vestibular do Colégio Bandeirantes, Osmar Antônio Ferraz ressalta: "O novo Enem é uma prova muito diferente, e com um agravante: será bastante exaustiva."
Na FUVEST, as alterações foram um pouco mais sutis. A primeira fase passou a ser eliminatória, não contando mais pontos para a segunda fase, como era antes. "Ocorrem mudanças na segunda fase também. Agora ela terá três dias. No primeiro, o vestibulando fará provas de português e redação. Independentemente da carreira, no segundo dia, os candidatos farão uma prova de 20 questões das outras matérias", informa Osmar Antônio. No terceiro dia, os alunos farão, de acordo com Osmar, provas específicas de cada carreira. Na quinta-feira 21 de maio, a FUVEST divulgou a lista das provas do terceiro dia em seu site.
A estudante Jéssica Guimarães, que pretende prestar Relações Internacionais na USP, acha que as alterações não foram benéficas. "Algumas das matérias da segunda fase não serão usadas na continuação da carreira", afirma. Ela também não entende o porquê das alterações terem ocorrido de maneira tão rápida. Quanto ao Enem, sua declaração é a seguinte: "O Enem não é uma prova 'decoreba' e é bom que alguns vestibulares adotem um conceito diferente." Em sua opinião, é importante que o exame do MEC conte pontos nos processos seletivos e também acha bom que algumas universidades o utilizem como forma única de seleção de candidatos.
De acordo com os coordenadores, pequenas mudanças devem ser feitas pelos vestibulandos, como fazer mais questões dissertativas, dedicar-se às matérias que eles apresentam uma maior dificuldade, sempre se empenhar ao máximo e fazer vestibulares antigos para se adaptar à prova.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A batalha supersônica está terminando



terça-feira, 15 de setembro de 2009
Surge um novo campão

Na segunda desta semana, assisti um dos jogos de tênis mais fantásticos da temporada. A final do US Open, o quarto e último Grand Slam do ano, foi disputada numa verdadeira batalha entre o suiço Roger Federer - o maior de todos os tempos - e o estreante em finais desse quilate, o argentino Juan Martín del Potro.
Quando todos esperavam uma vitória fácil de Federer - principalmente após seu passeio no primeiro set, vencido por 6/3 - a história entrou em ação novamente. Del Potro suportou a pressão de enfrentar sua primeira final desses torneios e após uma maratona de 4 horas e 6 minutos, conseguiu vencer o suiço pentacampeão do torneio.
domingo, 6 de setembro de 2009
O fabuloso e o incrédulo Maradona
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
As alianças que geram problemas

terça-feira, 18 de agosto de 2009
Sarney e sua peculiar definição de Nazismo
Mas o maior problema de Sarney é que ele está tentando usar toda sua inteligência e sua habilidade narrativa para ludibriar grande parte dos eleitores deste país. No domingo, o jornal O Estado de S. Paulo, que há algum tempo já vem denunciando várias irregularidades da família Sarney, publicou uma nova reportagem onde há a informação de que uma empreiteira do setor energético, setor do governo onde os Sarney possuem grande influência, havia comprador dois apartamentos em no bairro do Jardins, área nobre em São Paulo, para uso da família.
Em discurso no plenário na terça, Sarney afirma que o jornal está realizando uma " campanha sistemática" e que também adota uma "prática nazista" ao divulgar a notícia dos apartamentos. "Este país rasga a Constituição, porque nenhum de nós tem mais garantia à privacidade, não temos lei de imprensa, não temos direito de resposta", foi uma das afirmações do senador maranhense.
O Estado afirma que sempre tentou falar com o senador para que ele pudesse dizer suas versões dos fatos nas reportagens publicadas. No caso dessa última, a assessoria informou que o presidente do Senado não se pronunciaria.
Existem outras peculiaridades no discurso de Sarney. Como já disse, ele é uma pessoa muito culta, mas nesse acontecimento está claramente tentando enganar a opinião pública, afirmando que o jornal é nazista. Para que sabe, uma das práticas de Hitler era sufocar seus opositores, como todo ditador sempre fez. Agora eu me pergunto, qual é o nome da família que está por trás da censura do Estado? O desembargador Dácio Vieira aparece ao lado de quem, na foto de um casamento?
Para quem não se recorda, o desembargador esta ao lado de Sarney numa foto no casamento de uma das filhas de Agaciel Maia. Foi (Vieira) que impôs sob censura o jornal paulista, depois, é claro, de um pedido de Fernando Sarney, filho do senador Sarney.
Mais uma vez, as declarações de José Sarney se mostram incorretas. Porém, não pensem que foram erros acidentais. O oligarca do Maranhão faz isso de caso pensado para se fazer de vítima de denúncias contundentes. Se não existissem esses irregularidades, o jornal não publicaria os problemas que assolam Sarney.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Bolt: o homem relâmpago
Usain Bolt e sua marca histórica.Um ano depois de vencer em as Olimpíadas de Pequim, Bolt mais uma vez deixou os espectadores pasmos. Era noite de ontem em Berlim. Aqui no Brasil eram por volta de 16h40, quando mais uma vez vimos um momento histórico do esporte.
Há um ano, quando em Pequim Bolt fez impressionantes 9,69s, relaxando antes de a prova acabar, vários especialista do atletismo se perguntaram: qual será o limite deste jamaicano, que está prestes a completar 23 anos? A pressão parece não ser um problema para ele, já que nas provas em que disputa, o jamaicana dança, faz caras e bocas antes de correr. Bolt
Ainda não podemos afirmar, mas podemos dizer com certeza que Bolt já o melhor de todos. No momento ele é imbatível. Até a tão aguardada disputa com o americano Tyson Gay, detentor da melhor marca do ano - 9,77s - até então, foi ofuscada. Usain Bolt liderou a prova do começo ao fim e venceu com extrema facilidade. Não adiantou nem Tyson fazer seu melhor tempo da carreira - 9,71s.
"Eu disse 9,40. Acho que o recorde vai parar aí, mas nunca se sabe. Vou continuar correndo", disse Bolt depois da prova. Se conseguir realmente atingir a marca de 9,4s, ele gravará ainda mais seu nome na história. Bolt é o primeiro a correr os 100 metros em menos de 9,6s.
Num estádio construído por Hitler, onde já havia brilhado a estrela de Jessie Owens, mais um negro vira um mito, uma lenda do esporte mundial.
sábado, 8 de agosto de 2009
Uma minoria "complexada"
Tasso estava incomodado com um homem que estava na tribuna de convidados do Senado que provocava os tucanos e que dava apoios às ironias de Renan. O senador de Alagoas criticou a atitude do cearense e afirmou, apontando para Tasso, que a oposição é "uma minoria, com complexo de maioria."
Essa postura de Renan foram o ápice. "Não aponte esse dedo sujo pra cima de mim! Estou cansado de suas ameaças", disparou Tasso. Renan retorquiu à altura, fazendo com que a discussão descambasse para agressões palavra de baixo calão. O líder do PMDB, chamou - fora do microfone - Tasso de "coronel", e o tucano classificou Renan como " cangaceiro de terceira categoria". No fim, e também fora do microfone, o senador Renan, segundo relatos de senadores próximos, xingou Tasso de "seu merda".
Esse acontecimento mostra que a crise do Senado está longe de acabar. E as declarações do líder máximo da nação só prejudicam a já frágil imagem da instituição. Lula apoia Renan na declaração de uma "minoria, com complexo de maioria". Esse foi um comentário de Lula com seus assessores. Fazem isso, o presidente da República só ajuda a desmoralizar ainda mais a Casa Alta do Legislativo brasileiro.
Enquanto era oposição, Lula podia fazer o barulho que quisesse. Mas agora que é governo, não aceita que os "pizzaiolos" da oposição digam qualquer coisa ou façam qualquer declaração. Caso o façam, o ataque da base governista será duro e com o aval do presidente.
Leia a íntegra da discussão entre Renan e Tasso: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090807/not_imp414886,0.php
Um resultado relâmpago
Que o Conselho de Ética - se é que podemos chamá-lo assim - iria livrar Sarney de todas as acusações , ninguém tinha dúvida, já que 10 dos 15 senadores que compõem a comissão são da base aliada e em sua maioria do PMDB. Porém, o que impressiona qualquer pessoa é a velocidade com que a situação que era complicada para o presidente do Senado, ficou tão boa, praticamente da noite para o dia.
Mas o tratamento que é aplicado ao presidente do Senado não o mesmo - lógico - para o senador Arthur Virgílio (PSDB - AM). Não que Virgílio seja um exemplo a ser seguido, e de fato tem culpa no cartório, pois permitiu que um funcionário de seu gabinete recebesse salário mesmo estando na Espanha, para estudar artes cênicas.
Não é certo Duque afirmar que contra Virgílio existem acusações "bem consistentes", enquanto para Sarney, não a nada de concreto. Isso é uma mentira. Bastaria ao presidente do Conseloh verificar nos atos secretos do Senado quantas pessoas têm algum tio de ligação com o clã Sarney e ele com certeza acharia irregularidades. Nunca é demais lembrar que Paulo Duque proferiu a seguinte frase: "Essa história de atos secretos é uma besteira".
"Quem pertence ao grupo majoritário é inocente e os outros são culpados por antecipação. Ou seja, virou um tribunal de excecução, coisa de ditadura, estamos nos igaulando a Venezuela", afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM - TO).
O que falta aos nossos políticos?
Um abraço amigável entre Collor (de preto) e Lula (de vermelho)Collor, ex-presidente do Brasil, que sofreu impeachment, mostrou que não mudou sua arrogância que o caracterizou enquato ocupava o Palácio do Planalto. Todavia, é um equívoco pensar que o alagoano não se transformou daquele período até os dias atuais. A maior diferença é o discurso e a visão nova que o senador tem de seus novos aliados.
Antes, principalmente quando ainda disputava a presidência, Collor era um ferrenho crítico de Sarney. Como o tempo passa, as ideias se modificam e, na visão dos nossos políticos, é completamente plausível se tornar aliado de alguém que no passado foi um de seus adversários. Hoje, o senador faz parte da "tropa de choque" disposta a defender Sarney a qualquer custo, e essa defesa, infelizmente, tem dado resultado.
Mas Collor não é o único a ter tal postura. O presidente Lula, que também já teve seus desentendimentos com Sarney quando esse foi presidente, passou a ter uma boa relação com o próprio Collor. Tudo em nome da governabilidade...
As atitudes do presidente da República, ao longo de toda essa crise do Senado, mostram como ele se vendeu para conseguir aprovar sua medidas provisórias e para conseguir o apoio político do PMDB em 2010. Lula chegou ao ponto de desafiar seu próprio partido, o PT, que pediu o afastamento de Sarney da presidência do Senado. Também chegou a afirmar que José Sarney não é uma pessoa comum e que seu passado deve ser levado em consideração, num possível julgamento. Pode-se depreender disso que Sarney pode ter cometido qualquer crime, mas seu passado "imaculado" é tão "bom", que poderia inocentá-lo de qualquer acusação.
Até com o próprio Collor o tratamento de Lula mudou. Em visita recente o estado de Alagoas, os dois se abraças num comício de obras do PAC. Uma postura estranha para quem havia pedido a cabeça de Collor à época do impeachment e com quem também já havia se desentendido. O dito popular "quem te viu; quem te vê" não poderia expressar tão bem tal situação.
Enfim, o que falta para nossos políticos é uma posição firme, que evite a mudança de opiniões entre eles próprios. Mas para que isso aconteça, precisaríamos de uma reforma política mais ampla, o que a curto prazo será difícil de acontecer
sábado, 1 de agosto de 2009
Sarney como nos "bons" e velhos tempos
Dácio Vieira (à esq.) com sua esposa, a de Agaciel, Sarney, o próprio Agaciel e Renan Calheiros, na festa de casamento de uma das filhas do ex-diretor-geral.
Sarney - ao centro -, já como presidente do PDS (Partido Democrático Social), num encontro com jovens daquele partido.Essa operação da Polícia Federal investiga supostas irregularidades do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. Uma reportagem publicada pelo Estado, Fernando aparece conversando com seu pai negociando a contratação do namorado de Maria Beatriz Sarney, neta do senador.
A liminar aprovada por Vieira é tão estapafúrdia, que foi rechassada por muitos órgãos de imprensa do país. "A constituição brasileira é muito clara, no sentido de que não se pode censurar previamente nenhum tipo de informação", disse Ricardo Pedreira, diretor executivo da Agência Nacional de Jornais (ANJ).
Dácio Vieira é desembargador e foi consultor jurídico do Senado. Ele também está bem próximo do clã Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia, estando, inclusive, presente no casamento da filha deste. Em uma das fotos do casamento, Vieira está ao lado de Agaciel, Sarney e de Renan Calheiros, líder do PMDB e maior defensor de Sarney.
Outro evento em que Vieira e o presidente do Senado aparecem próximos foi quando o desembargador assumiu a presidência do TRE - DF. Durante o período que passou no Senado, Vieira trabalhou na gráfica da Casa. Na mesma época, Agaciel também trabalhava no local. O currículo do desembargador confirma essas informações e está disponível no site do TJDFT.
Mesmo que a ANJ tenha ficado surpresa com a iniciativa de Sarney, um ato como esse poderia ser previsível. O senador fez carreira política no período mais negro da história brasileira: a Ditadura Militar. Foi integrante da UDN e líder do governo Jânio Quadros na Câmara dos Deputados; assim que o regime militar impôs o fim do pluripartidarismo, Sarney migrou para o ARENA, o partido militar, onde chegou ao posto de presidente. Com a mudança do nome do partido para PDS, continuou ocupando o cargo máximo da legenda.
Por fim, ao não concordar com a indicação do PDS para que Paulo Maluf fosse candidato à presidência da República, desfiliou-se do partido para se unir ao PMDB - ao qual se mantém filiado até hoje. Conseguiu ser o candidato à vice de Tancredo Neves, e quando esse veio a falecer, tornou-se presidente do país.
Infelizmente, de um homem que já esteve ligado a partidos que pregavam a censura e que, aparentemente, não consegue separar sua vida pública da privada, não tínhamos como esperar atitude melhor. José Sarney representa hoje o tipo de político que o Brasil não tolera mais.
Veja na íntegra uma nota da ANJ: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,liminar-contra-o-estado-e-inconstitucional--diz-anj,412043,0.htm
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Renovação e nova hegemonia
Renovado, o Brasil venceu grandes rivais - como Cuba, Rússia e Sérvia - para chegar ao seu oitavo título da Liga Mundial, tornando-se assim, o maior vencedor da competição, ao lado da Itália.sexta-feira, 24 de julho de 2009
Será o fim do clã Sarney?

sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sombrio? Sim. Fiel ao livro? Eu discordo...
O Voto Perpétuo entre Snape e Narcisa Malfoy, assistida por sua irmã Belatriz Lestrangesegunda-feira, 6 de julho de 2009
O retorno do Rei

- Desde Mats Wilander em 1988, Federer foi o único tenista a vencer três dos quatro Grand Slams na mesma temporada (2004), feito que repetiu em 2006 e 2007, podendo novamente repeti-lo este ano;
- Entre 1970 e 2005 nenhum homem havia conseguido disputar todas as finais de Grand Slam numa mesma temporada. Federer fez isso em duas temporadas seguidas, entre 2006 e 2007, totalizando dez finais seguidas entre 2005 e 2007, vencendo oito delas;
- Em Wimbledon deste ano, o suíço chegou à sua 21ª semi-final consecutiva de Grand Slam;
- É o primeiro tenista a ganhar Wimbledon e US Open durante quatro temporadas consecutiva, entre 2004 e 2007;
- Detém o recorde de semanas como número 1 do mundo. Ao todo são 237 semanas neste posto, entre 2 de fevereiro de 2004 e 17 de agosto de 2008. De quebra, ao vencer Wimbledon deste ano, Federer retorna ao topo do ranking;
- É o único tenista da era Open, quando o tênis se tornou profissional, a vencer cinco vezes em sequência o US Open, e o único a vencer dois Grand Slams por cinco vezes consecutivas (Wimbledon 2003-2007 e US Open 2004-2008);
Estes são alguns dos números do incrível e espetacular Roger Federer. No domingo, assistindo à partida, pude ter certeza e felicidade em saber que estava vendo um fato histórico: a consagração do maior tenista de todos os tempos.
Feminino
As irmãs Williams, Venus e Serena, mostraram que seu domínio no tênis feminino está longe do fim. Na final disputada no sábado, Serena foi melhor e venceu por 2 sets a 0, parciais de 7/6 e 6/2, chegando assim ao seu 11º título de Grand Slam e sua terceira conquista em Wimbledon
De quebra, as irmãs ainda levaram o título feminino de duplas.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
O "quintal de casa"

Serena venceu a disputa em 2002 e 2003. Por sua vez, Venus ganhou em 2008. Em 20 confrontos jogados até hoje, há equilíbrio total: 10 vitórias para cada ma das duas. Contudo, se levarmos em consideração as finais dos majors como US Open, Australian Open, Roland Garros e Wimbledon, Serena leva ampla vantagem. Em sete confrontos, a irmã mais nova venceu cinco, enquanto a mais velha, Venus, venceu apenas duas.
No geral, Serena tem 10 títulos, sendo que ela venceu todos os Grand Slams em seus respectivos pisos. Já Venus possui "apenas" sete conquistas e torneios desse porte sendo 5 deles em Wimbledon e mais dois no US Open.
Venus busca sua terceira taça consecutiva no torneio inglês e seu sexto troféu, o que a colocaria como a quarta maior vencedora da disputa. Ela não é derrotada em Wimbledon desde o torneio de 2006
Para chegar à final, as irmãs Williams tiveram caminhos distintos. Venus, nº 3 do mundo, precisou de apenas 55 min. para despachar Dinara Safina - nº 1 do ranking feminino -, por 2 sets a 0, parciais de 6/1 e 6/0. Serena, 2 ª colocada no ranking, enfrentou uma verdadeira maratona de 2 horas e 49 min. para vencer a 4ª colocada do ranking, Elena Dementieva.
Richard Williams, o pai de Serena e Venus, era corretor de seguros antes de investir na carreira das filhas. Sua empreitada mostra uma rara história de sucesso, já que juntas conquistaram 74 títulos e acumularam em prêmios um total de US$ 46 milhões.
De quebra, as duas ainda chegaram à final do torneio de duplas, repetindo o feito de 2008, quando foram campeãs. Realmente, Wimbledon é uma extensão do quintal onde podem brincar com suas adversárias!
*No domingo, reportarei como foram as finais do masculino e no feminino
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Fenomenal

Sair ou não sair, eis a questão.
Ontem, mudanças de opinião ocorreram para tentar definir uma saída ao Senado, de sua crise atual. O PT, pela manhã, apresentou um pedido formal ao presidente da Casa, José Sraney (PMDB - AP), para que ele se afastasse de suas funções, engrossando um coro do qual já estavam presentes DEM, PSDB, PDT e alguns dissidentes do próprio PMDB.
Sarney, porém, mostrou que, como já havia dito Lula, não deve ser tratado como "um homem comum". Sua ameaça de renúncia ao cargo fez com que o próprio presidente da República enquadrasse seu partido para que o apoio a Sarney fosse mantido.
Essa atitude mostra as falhas que o Presidencialismo apresenta. Nesse sistema político, para que o presidente possa governar, devem, na maioria dos casos, formar alianças a fim de aprovar seus projetos. As declarações de Lula, além de tenatr resolver a atual crise do Legislativo, visionam a corrida presidencial em 2010.
Concordo com Lula. Sarney não é um "homem comum". Isso porque teve tino político sucifiente para perceber as mudanças de vento ocorridas em 1985, sendo vice de Tancredo Neves e assumindo a presidência do Brasil com a morte deste. Sarney levou o país à democracia que todos esperavam por mais de 20 anos.
Contudo, o presidente do Senado precisa perceber, ao contrário do que disse, que o presente momento da instituição que comanda é preocupante e que sim, ele tem ligação direta com seus problemas. Como ele está relacionado com isso? A nomeação de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, foi um erro que o próprio Sarney poderia ter corrigido quando assumiu novamente a presidência em 2003.
O fato também de ter apadrinhados e parentes nomeados e exonerados por atos secretos e a própria existência desses atos, mostram que Sarney tem sim relação com a crise do Senado,como todos os outros senadores da Casa. Eles tem sua parcela de culpa, pois não é possível que, no meio dos 81 deles, ninguém sabia sobre os defeitos que a instituição apresenta.
É inegável que a saída de Sarney implicará em perdas para 2010. Cabe agora discutir o que vale mais a pena, a dignidade de um Senado completamente em descrédito comandado por uma pessoa também em descrédito ou as alianças da corrida presidencial.
