quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Educação: a base para o sucesso

O ano de 2009 terminou com uma demonstração de força do Brasil. Num período em que uma crise mundial de grandes proporções abalou todo o planeta, nosso país não passou incólume, mas sobreviveu, de forma até considerável às turbulências econômicas.

Porém, com a previsão de reaquecimento da economia, velhos problemas de infraestrutura provavelmente retornarão (como os problemas aeroportuários de 2007; a péssima qualidade das estradas brasileiras; e o atraso na modernização dos portos marítimos) em 2010.

O Governo brasileiro, além de investir pesado para sanar essas deficiências, terá também de lidar com outra deficiência que, pelo menos em minha visão, tem reflexo direto nas que já foram citadas. A Educação sofre um duro golpe nesta semana, com a divulgação do relatório Educação para Todos, da Unesco.

Esse relatório leva em consideração quatro critérios básicos para definir o índice (chamado de IDE) que qualifica os países. São eles: atendimento universal, analfabetismo, igualdade de acesso à escola entre os sexos e número de ingressantes na 1ª série e de concluintes na 5ª. Nos três primeiros quesitos, o Brasil apresenta resultados superiores a 0,900 (como no IDH, o índice vai de 0, o pior, a 1, o melhor), o mínimo para ser considerado desenvolvido. Mas quando é levado em consideração o último quesito, o resultado cai para 0,756, nível encontrado em países como Nicarágua, Nepal e Djibuti.

Investir em Educação é uma das chaves para o sucesso econômico de um país. Em 2005, o Jornal Nacional mostrou uma série de reportagens que mostraram como países que apresentavam índices baixos de desenvolvimento conseguiram mudar esse quadro.

A Irlanda viveu anos na periferia econômica da Europa e apresentava desigualdades gritantes entre os católicos (maioria da população, sempre menos favorecida) e os protestantes. Para se ter uma ideia, na década de 60, apenas 10% dos jovens cursavam o ensino superior. A partir de então, a situação começou a mudar com investimentos do governo e, à época da reportagem, o número de jovens nas universidades do país já era de 60%. Tal desenvolvimento ágil rendeu a alcunha de "Tigre Celta" para a Irlanda, que superou os britânicos, seus eternos rivais, na renda per capita.

A Espanha sob a violenta ditadura de Francisco Franco entre 1939 e 1975. Ao final desse período negro e com a redemocratização, os espanhóis conseguiram entrar no mapa das potências europeias. Em 2003, investiu US$ 40 bilhões em Educação, enquanto o Brasil investiu apenas US$ 25 bilhões, sendo que a população espanhola equivale a 25% da brasileira. É o pais com o maior número, proporcionalmente, de universitários da Europa. Há 30 anos, somente 5% dos estudantes chegavam à universidade. Hoje, 80% dos jovens de até 25 anos estudam.

Já a Coreia do Sul apresenta índices impressionantes. Recém-saída de uma guerra civil na década de 50, os investimentos em Educação já chegavam, em 1965, a 16,2% do PIB. Em 2002, o valor subiu para 19,6%, ou seja, 1/5 de tudo o que o país produz. Ao todo, 98,5% dos adolescentes estão matriculados no ensino médio, e a carga horária de estudos é de oito horas diárias. Os professores, para lecionar, devem ter curso superior, passam por avaliações a cada dois anos e tem remuneração média equivalente a R$ 10500,00.

Com tudo isso, 80% da população consegue chegar À universidade, que são todas pagas, até as públicas. Além de todos os gastos do governo, as famílias gastam, em média, 20% de seus orçamentos com cursos extracurriculares para seus filhos. Depois das reformas implementadas, a economia sul-coreana cresceu a uma média de 9% por três décadas.

Tais dados mostram que os desafios de melhorar a Educação são enormes e gasta-se muito dinheiro. Mas esses investimentos, caso ocorram, seriam capazes de, num futuro próximo, auxiliar no processo de desenvolvimento logístico e de infraestrutura do Brasil. Espero que um dia os governantes percebam que investir 4,3% do PIB e simplesmente cogitar aumentá-lo somente para 7% não é suficiente para suprir as necessidades que o país precisa.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Seria cômico, se não fosse trágico

Bom, amigos, depois de muito tempo posso finalmente retomar as escritas desse meu adorado blog. Esse semestre foi muito corrido, com muitos trabalhos na facul e tive, infelizmente, que abandonar momentaneamente esta atividade tão prazerosa, que é escrever.
Tratarei aqui, já neste retorno, de um tema espinhoso e difícil. Nas últimas semanas, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do Democratas, está envolto num dos mais vergonhosos casos da política brasileira.
O Mensalão do Democratas, numa alusão ao esquema de pagamento de propina a pessoas influentes do PT e de alguns outros partidos, que ocorreu em 2005, tem contornos tão ou até mais trágicos do que seu “pré-cursor”. Podemos encontrar, no caso do Mensalão do Distrito Federal, todos os atos mais sujos e baixos que a falta de caráter é capaz de causar.
As cenas gravadas por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF e delegado aposentado – que não denunciou o esquema por estar comprometido com a ética, mas sim porque se beneficiará judicialmente com a delação premiada –, mostram funcionários do alto escalão do governo brasiliense em momentos extremamente constrangedores. Alguns rezam ao receber o dinheiro ilegal; outros escondem o dinheiro em diversas peças de roupas, como nos bolsos dos paletós, nas meias e até em suas cuecas.
Essas cenas só demonstram como a falta de ética atinge todos os âmbitos e todas as esferas da política brasileira. Esquemas de favorecimentos se perpetuam e se alastram em maior grau, intensidade, e envolvem cada vez mais os políticos poderosos. Ou será que alguém já esqueceu que José Sarney, ex-presidente da República e atual presidente do Senado, esteve atolado até o pescoço com os atos secretos, que jogaram na lama a credibilidade da casa legislativa?
Apesar dos diversos pedidos de impeachment, já movidos contra o governador, ele tentará a todo custo se manter no poder. Aqui percebemos outro grave problema da política no Brasil: a impunidade. Como Sarney, ele usará os mesmos artifícios: colocará pessoas de sua confiança para analisar os pedidos de impedimento de governo. Isso sem contar que o próprio Arruda já participou de episódios lamentáveis, como a violação do painel do Senado, em 2001.
E o mais trágico é que, mesmo quando pessoas tentam protestar por mais ética e mais vergonha na cara, como fizeram os estudantes que invadiram a Câmara Legislativa do DF, surgem pessoas que tem a cara de pau de fazer uma manifestação a favor da permanência de Arruda no poder. Posso afirmar que essas pessoas são absurdamente imbecis, e não há outra nomenclatura para elas. Toda essa situação seria cômica, se não fosse trágica.

domingo, 29 de novembro de 2009

Mera questão de Educação

Há algumas semanas morreu o grande antropólogo Claude Lévi-Strauss, uma das pessoas que mais lutou para acabar com o mito das raças superiores. Alguns estudos de Lévi-Strauss foram realizados aqui no Brasil, um país que, pelo menos em seu senso comum, se diz sem preconceitos. Eu tenho uma visão diferente. O brasileiro, senhoras e senhores, é preconceituoso sim. E o pior de tudo: ainda não há perspectivas para resolver as desigualdades históricas entre as populações menos e as mais favorecidas.

Para ter uma noção do que estou dizendo, basta visitar minha faculdade. Estudo na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Em minha sala, poucos são os estudantes negros. Que me recordo agora são, no máximo, três. Fora isso, pelos corredores, é difícil cruzar com uma pessoa negra, que, infelizmente, não seja uma servente ou um segurança.

Até entre os professores não tenho certeza se há algum negro. O pior, porém, não vem apenas dessas desigualdades sutis que, no cotidiano, ficam esquecidas pela sociedade. Do governo que deveríamos esperar uma proposta sensata visando diminuir as desigualdades existentes, pelo contrário. O projeto em tramitação no Congresso Nacional que estabelece 25% das vagas de uma universidade para estudantes das minorias menos favorecidas, como os negros, é de uma irresponsabilidade sem precedentes.

Estão legitimando uma divisão, que na prática já existe, quando deveriam lutar para acabar com ela. Muitos “ativistas” favoráveis à aprovação dessa lei absurda, nesse ponto já teriam dito que sou louco, desvairado e que não tenho amor à minha cor.

Respondo: ao invés de criar uma cota que só gerará mais preconceito, pois um aluno que não ingressou em seu curso poderá culpar um estudante que ingressou através da cota, por que não trabalhar para melhorar a educação pública, já que, segundo uma maioria, os negros são pobres e não têm condições de pagar seus estudos? Assim eles teriam, pelo menos, melhores condições de concorrer com a “elite branca” do país. Ah, eu esqueci... Educação não dá voto, né?

Mas seria simplista demais de minha parte olhar só para o preconceito racial. Uma coisa que não percebemos – ou fingimos não perceber – é o preconceito contra migrantes. Mais uma vez, infelizmente, recorro a um exemplo de minha faculdade. Tenho uma professora que veio da Bahia e dá aulas de ética e filosofia – percebam a contradição. Certo dia, ela lia um texto para sala e, devido ao seu sotaque, disse “catigoria”, ao invés de categoria. A reação foi uma das mais bizarras que presenciei até agora dentro da universidade, um lugar que deveria respeitar as diferenças raciais, culturais, étnicas e sexuais.

Também tenho meus preconceitos, mas saber respeitar deveria superar qualquer atitude impensada. Ter educação é fundamental para que os preconceitos sejam suprimidos e não passem dos pensamentos para ação. Só que educação é algo que está ficando em segundo plano atualmente.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Maravilhosamente Olímpica

Nesta semana, o Rio de Janeiro entrou para os anais da história, não só da brasileira, mas também para a história do esporte. Numa decisão em que venceu sua concorrente com uma vantagem excepicional, a capital carioca se tornará a primeira cidade da América do Sul a realizar uma Olimpíada.

A "Cidade Maravilhosa", uma alcunha justificada pela beleza das praias locais, desbancou as concorrentes de peso Chicago, de Barak Obama; Tóquio, e sua pujança econômica (mesmo com a crise); e Madri, que tinha como trunfo a bem-sucedida realização dos jogos de 1992, em Barcelona.

Os fatores decisivos para que o Rio vencesse a disputa foram o fato de a América do Sul nunca ter sediado este evento e o momento econômico que o país atravessa. Isso sem falar na Copa do Mundo de 2014, que auxiliará a cidade a se preparar melhor do que nunca. Nesse quesito, o Brasil entra num seleto grupo que conseguiu realizar os dois maiores eventos esportivos com a diferença de dois anos. São eles México (Jogos Olímpicos - 1968 e Copa de 1970), Alemanha (Jogos de 1972 e Copa de 1974) e Estados Unidos (Copa de 1994 e Jogos de 1996).

A escolha do COI demonstra que o Brasil, na visão do resto do planeta, já apresenta condições suficientes para abrigar grandes competições. Mas esse ponto é o que me preocupa. Será que realmente estamos prontos? Será que nossos governantes entenderão que os gastos devem ser os mais transparentes possívies? Qual será o legado deixado, para a população, por esses eventos?

Na experiência anterior, o Pan de 2007, o qual pude acompanhar in loco, estes quesitos citados acima, foram postos de lado. Naquele período, os gastos totalizaram R$ 3,7 bi de dinheiro vindo dos cofres federais, um aumento impressionante de 800% no valor estimado. E quase nada desse valor exorbitante ficou de legado para a população da cidade, que por sinal foi muito ingrata a Lula, ao vaiá-lo durante a cerimônia de abertura - logo ele que mais despejou dinhero para a realização do evento.

Espero que estes erros que aconteceram no passado não reflitam na Copa de 2014 e nessas Olimpíadas. Os dois eventos podem ser o marco transformados do Brasil em potência global, como aconteceu em Seul 1988, em Barcelona 1992 e Pequim 2008 fizeram com seus respectivos países. Sinceramente, eu não era a favor de que o Rio vencesse a disputa por causa desses defeitos que já foram apontados acima. Como já vencemos, devemos torcer para que tudo dê certo, fiscalizar nossos governantes e realizar jogos que serão inesquecíveis!

domingo, 27 de setembro de 2009

Os porquês da mudança

A estudante Jéssica, de 17 anos, estuda para prestar o curso de Relações Internacionais. As alterções nos vestibulares não agradaram a todos

É possível se acostumar aos novos vestibular e Enem sem sofrer?

O vestibular que conhecemos mudou. Tanto em provas tradicionais, caso da FUVEST, como no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, aplicado pelo Ministério da Educação (MEC). As dúvidas dos seis milhões de estudantes que prestarão o novo exame e de todos os que pretendem prestar vestibulares são as seguintes: quais são as principais diferenças? Qual o objetivo delas? Quais serão os impactos para quem quer passar no vestibular este ano? Como as escolas se adaptarão a estas transformações?

No caso do Enem, as transformações foram radicais. Antes, ele possuía apenas 63 questões e era realizado em um dia. A partir de outubro deste ano, serão ao todo 180 questões em dois dias. Baseado no SAT, programa de avaliação norte-americano do ensino médio, o novo Enem tem como objetivo democratizar o acesso ao ensino superior para aqueles que vivem em regiões menos favorecidas, dizem alguns especialistas em educação.

Contudo, as mudanças não agradaram a todos os responsáveis pelos vestibulares. Vlaudimir Carboni, coordenador de vestibular da Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirma que, a menos que este novo processo surpreenda de forma positiva, o Mackenzie deve manter a maneira como o Enem é usado em sua seleção. "A autonomia das universidades prevalecerá na forma de elaborar o processo de seleção", disse. O coordenador de vestibular do Colégio Bandeirantes, Osmar Antônio Ferraz ressalta: "O novo Enem é uma prova muito diferente, e com um agravante: será bastante exaustiva."

Na FUVEST, as alterações foram um pouco mais sutis. A primeira fase passou a ser eliminatória, não contando mais pontos para a segunda fase, como era antes. "Ocorrem mudanças na segunda fase também. Agora ela terá três dias. No primeiro, o vestibulando fará provas de português e redação. Independentemente da carreira, no segundo dia, os candidatos farão uma prova de 20 questões das outras matérias", informa Osmar Antônio. No terceiro dia, os alunos farão, de acordo com Osmar, provas específicas de cada carreira. Na quinta-feira 21 de maio, a FUVEST divulgou a lista das provas do terceiro dia em seu site.

A estudante Jéssica Guimarães, que pretende prestar Relações Internacionais na USP, acha que as alterações não foram benéficas. "Algumas das matérias da segunda fase não serão usadas na continuação da carreira", afirma. Ela também não entende o porquê das alterações terem ocorrido de maneira tão rápida. Quanto ao Enem, sua declaração é a seguinte: "O Enem não é uma prova 'decoreba' e é bom que alguns vestibulares adotem um conceito diferente." Em sua opinião, é importante que o exame do MEC conte pontos nos processos seletivos e também acha bom que algumas universidades o utilizem como forma única de seleção de candidatos.

De acordo com os coordenadores, pequenas mudanças devem ser feitas pelos vestibulandos, como fazer mais questões dissertativas, dedicar-se às matérias que eles apresentam uma maior dificuldade, sempre se empenhar ao máximo e fazer vestibulares antigos para se adaptar à prova.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A batalha supersônica está terminando

F - 18 Super Hornet
Rafale
Gripen NG


O Programa FX - 2, que começou a ser elaborado ainda na gestão Fernando Henrique, mas com valores bem mais modestos que o atual, voltou à pauta de negociações por volta de 2004. E suas principais decisões estão sendo tomadas num momento em que o Brasil vive uma grande transição. De princípio, especulava-se que estariam na disputa os caças Eurofighter Thypon (de um consórcio europeu), o sueco Gripen, o russo Sukhoi SU35, o francês Rafale, e um americano ainda não definido. Chegaram ao final o sueco, o francês e o americano.

O petróleo do pré-sal, a biodiversidade da Amazônia e a modernização de nosso "compañero" da "revolução bolivariana" - que recentemente também rearmou sua Aeronáutica com os bons Sukhoi Su30 MK2 -, são demonstrações de que nosso país precisava, sim, de um grande investimento na área de defesa. Com os novos caças, o país reforça sua presença como potência regional.

Não sou especialista em assuntos militares. Contudo, é possível fazer uma análise da atual concorrência para fornecer os caças ao Brasil.

F-18 Super Hornet

Pontos Positivos: é o mais testado atualmente. Foi muito usado nos combates recentes no Afeganistão e no Iraque, e obteve bons resultados.

Pontos fracos: transferência de tecnologia. Um dos pontos que definirá o vencedor será este, e o Congresso americano tende a vetar possíveis acordos. Além disso, o Super Hornet já um produto consolidado no mercado, tendo pouca ou nenhuma nova tecnologia a ser agregada ao seu projeto.

Preço estimado: R$ 130 milhões

Rafale

Pontos fortes: a França aceita transferência de tecnologia e já existem também acordos de transferência nas construção de submarinos, helicópteros e estaleiros.

Pontos fracos: é o mais caro de todos e por esse motivo não venceu nenhuma das concorrências internacionais que participou no momento. O fator que pesa é que o Brasil pode se tornar dependente da França no quesito tecnologia.

Preço estimado: R$ 180 milhões

Gripen NG

Pontos fortes: é o mais barato e apresenta o menores custos de operação e manutenção. Por não ser um produto consolidado, ainda pode agregar várias tecnologias, e a Suécia pretende que o Brasil auxilie neste quesito. O país pode, também, se tornar exportador do caça para a América do Sul.

Pontos fracos: num futuro, seus gastos de operação e manutenção podem subir quando o projeto estiver finalizado.

Preço estimado: R$ 96,5 milhões

Apesar de algumas declarações precipitadas de Lula sobre a decisão de compra, o projeto está muito bem encaminhado. Todos os caças são excelentes armas de guerra, mas minha preferência é pelo sueco. O governo faz muito bem e renovar a frota de supersônicos do país. Só esperamos agora que o presidente leve em consideração o relatório técnico da FAB e faça a escolha mais adequada.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Surge um novo campão


Na segunda desta semana, assisti um dos jogos de tênis mais fantásticos da temporada. A final do US Open, o quarto e último Grand Slam do ano, foi disputada numa verdadeira batalha entre o suiço Roger Federer - o maior de todos os tempos - e o estreante em finais desse quilate, o argentino Juan Martín del Potro.

Quando todos esperavam uma vitória fácil de Federer - principalmente após seu passeio no primeiro set, vencido por 6/3 - a história entrou em ação novamente. Del Potro suportou a pressão de enfrentar sua primeira final desses torneios e após uma maratona de 4 horas e 6 minutos, conseguiu vencer o suiço pentacampeão do torneio.

A batalha disputa no Arthur Ashe Stadium, a maior quadra de tênis do planeta e quase o "quintal" de Federer, foi emocionante. Os dois tenistas apresentaram altos e baixos, e qualquer um seria merecedor da vítoria.

Quiz o tempo que surgisse um garoto de 20 anos no caminho de Federer para impedi-lo de vencer sua sexta coroa no torneio. Aliás, principalmente para os místicos que adoram números, seis parece não dar sorte ao helvético. Ano passado, ele foi derrotado na final de Wimbledon por Nadal quando também estava prestes a vencer seu sexto título. Nesse ano, o fato se repete.

Por fim, del Potro é o primeiro latino-americano desde 1977 a chegar na final e vencer o US Open. O último a conseguir tal feito foi seu compatriota Guilhermo Villas, quando o torneio ainda era disputado no "saibro" verde americano.

Para azar de del Potro - não só para ele, mas para todos os bons dessa era - ele teve que surgir no período hegemônico de Federer e Nadal. Porém, essa vitória demonstra que, em alguns anos, teremos um novo número um do mundo. E, é claro, o argentino Juan Martín del Potro é um fortíssimo candidato.